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Leitura e Escrita na escola – Ainda sobre o IV ELEGE

Leitura e Escrita na escola – Ainda sobre o IV ELEGE

October 7, 2016
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Acordei bem cedo. Fui uma das primeiras a chegar ao Auditório II da FACED. Aos poucos fui identificando aqueles que conduziriam a conversa cujo tema era “Leitura e escrita na escola: nos caminhos da ciência de mãos dadas com a tecnologia”. Ali, como dito pela mediadora, seria uma extensão da Conferência de Abertura com Roxane Rojo.

Leitura e Escrita na escola – Raquel Bezerra

A primeira a se apresentar foi Raquel Bezerra, professora de português. Só a conhecia de nome, graças ao meu amigo Arthur Moura Vargens que costuma fazer propaganda gratuita dela. Raquel apresentou a pesquisa Escrevivendo ciências na escola e o projeto Escrevivendo ciências no museu. Esse projeto trata-se da integração entre museu e escola. O museu visto além do entretenimento: como um espaço de aprendizagem, de valorização da cultura científica e que dialoga com a vida/o cotidiano dos alunos. Quer saber mais? Curta a página deles no facebook.

Leitura e Escrita na escola – Jonei Cerqueira

“Já que estamos falando de cultura científica, posso ser o próximo a se apresentar!”, assim Jonei Cerqueira, professor de matemática, iniciou a sua apresentação. Seu fio condutor foi o de como as  “proposições matemáticas (justificativa, definição, predição) organizam nossas experiências empíricas”.

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As imagens acima, apresentadas por Jonei, mostram a matemática como representação dos objetos e as formas como representamos as experiências empíricas.  É possível percebemos também duas relações:

  • a relação entre a linguagem matemática e a linguagem universal dos matemáticos (em qualquer parte do mundo, os matemáticos compreenderão essa linguagem); e
  • a relação entre a linguagem matemática e a língua materna.

 

Leitura e Escrita na escola – Nelson Pretto

Em seguida, Nelson Pretto deu continuidade. Certa vez, escutei uma entrevista dada por ele na rádio metrópole e, algumas vezes, entre uma aula e outra na FACED, o vi passar pelos corredores. Pretto destacou que chegará um tempo em que a definição de cybercultura não mais existirá, uma vez que fará parte da nossa cultura. É só olhamos ao redor, todos estão conectados. Por isso, disse ele: liguem seus celulares, não os desliguem! Se, por um lado,  há uma proibição da tecnologia – de conexão – na escola; por outro, há ausências de políticas públicas de conexão.  Diante disso, um dos desafios dessa escola do séc. XXI é ser um lugar de conexão, mas offline.

 

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A visão política dele fica bem evidente em seu discurso, e ele faz questão que seja. Finalizou a sua exposição com o vídeo abaixo, o qual também compartilho com vocês.

 

 

 

Ah, ele citou o livro “Programe ou será programado”. Achei o título interessantíssimo. Vamos comprá-lo? 😉leitura_e_escrita_na_escola_livro_programe_ou_sera_programado_douglas_rushkoff

 

Leitura e Escrita na escola – Edvaldo Couto

Por fim, não menos importante: Edvaldo Couto. Ele foi meu professor na disciplina “Novas Tecnologias Contemporâneas”. Acho que esse era o nome. (rs) Sua fala objetivava abordar a leitura e a escrita na era dos conectados. Desse modo, apresentou uma epígrafe do livro “o filho de mil homens” cujo autor é Walter Hugo Mãe. A leitura ali não é vista como entretenimento, divertimento, mas como sobrevivência.

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Apesar de, cada vez mais – continuava Edvaldo – as pessoas lerem e escrevem em tela; uma sociedade sem papel que leia e escreva em telas ainda é um dos desafios. É preciso explorar outros recursos (imagens, sons, vídeos) além do texto (palavra escrita) nos livros digitais. Taí uma das respostas para seguinte questão: por que os leitores digitais não se popularizaram entre nós?

Continuando… o governo norte-americano, até o final de 2018, substituirá todos os livros didáticos para versão digital. O Brasil também tem um projeto similar, aprovado pela ex-presidenta Dilma Rousseft. No entanto, o nosso prazo é 2022. A tendência mundial é que tudo seja feito em rede e que essa  versão digital nos afaste do impresso e nos aproxime do digital.

Além disso e de muita coisa que não deu para relatar aqui, ele chamou a nossa atenção ao fato de que ainda não existe um ambiente em que haja grupos simultâneos de leitura nos quais as pessoas leiam coletivamente um livro, com metas semanais e que compartilhem suas experiências de leitura.

Abaixo, para finalizar este relato, frases ditas durante essa mesa, mas que não me lembro os autores.

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Detalhe: aprendi a fazer isso no Inkscape depois de participar de uma das oficinas do IV ELEGE. Obrigada, meninas: Ka Menezes e Sule Sampaio.

 

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Você fica sabendo o que rolou no último dia desse evento, clicando neste link Último dia do evento com Irandé Antunes.

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