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Professor | Como trabalhar com ditados de palavras nas aulas?

Professor | Como trabalhar com ditados de palavras nas aulas?

October 9, 2016
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Faala, gente!!! Essa semana fiz um ditado de palavras com um aluno. Refleti muito sobre esse método. Seria eficaz? Será que devo? Foram várias as indagações.

Eu era uma daquelas que odiava ditado de palavras na época da minha alfabetização. Quando a professora dizia: “vai ter ditado hoje”, o coração acelerava, as mãos ficavam frias. Era muita pressão, minha gente! E com vocês, era igual?

Pois bem…

Eu não  queria que Igor sentisse isso, né?

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Então, pensei num ditado de palavras bem mais divertido e que o Igor, no final das contas:

  • perceba o dicionário como aliado no processo de leitura e produção de texto escrito;
  • atente-se à grafia e acentuação das palavras quando tiver lendo ou escrevendo um texto;
  • pense em estratégias quando a dúvida surgir.

Sem tirar isso da mente, planejei a aula. Escolhi alguns memes. Quando falei ao Igor que iríamos fazer um ditado de palavras, ele olhou para mim e disse: “Viuxe, vou errar tudo! Sempre me saio mal nisso. Posso chamar minha mãe caso tenha dúvida?”. Esse Igor é uma figura! :)

Logo, respondi: “Relaxe, Igor, vai ser um jogo de palavras. Caso tenha dúvida, pode consultar o dicionário duas vezes e pode ler 5 memes nos quais aparecem 5 das doze palavras do ditado.” Ele achou interessante a ideia e ainda perguntou se poderia pedir ajuda aos universitários. É mole? 😀

 

Então, que comece o ditado de palavras

Iniciei o ditado de palavras, e nada dele querer consultar o dicionário e ler os memes. Quando finalizei, perguntei se iria fazer alguma consulta. Não quis. Olhei as palavras escritas por ele e vi que algumas não estavam de acordo com a norma padrão.

Lemos e interpretamos os memes. O Igor foi identificando a grafia correta das palavras e chegou a pesquisar uma palavra no dicionário. A dúvida era ‘s’ ou  ‘c’. Logo perguntei: “como você acha que se escreve?” Ele respondeu: “com ‘c’.  Então, Igor, pesquise logo com ‘c’. rs

Aproveitei e conversei com ele sobre palavras primitivas e derivadas a fim de que ele pense nisso quando surgir a dúvida. Isso é uma estratégia.

Falei ao meu aprendiz o quanto é comum termos dúvida na grafia das palavras. No caso dele, por estar exposto frequentemente ao internetês. Por isso é importante ter o dicionário como aliado tanto para sanar esse tipo de dúvida quanto para aprender novas palavras, mas também ler bastante. Esse bate-papo foi massa! Falamos, inclusive, sobre preconceito linguístico.

E aí, gostaram?

O Igor é aluno do nono ano, antigo oitavo ano, do fundamental II. As doze palavras do ditado foram retiradas das redações e das atividades que ele produziu na escola durante as três primeiras unidades deste ano letivo.

E você, amigo professor, trabalha ou já pensou em trabalhar com ditado? Compartilhe conosco a sua prática, estamos aqui para trocar ideia. 😉

Abraço  fraterno em você!

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