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Estrangeiro no Brasil | Período de adaptação no Brasil

Estrangeiro no Brasil | Período de adaptação no Brasil

May 13, 2016
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Você já parou para pensar em como se sente um estrangeiro no Brasil nos primeiros meses e em como ocorre esse período de adaptação para ele aqui?

Hoje, quem está com a palavra é o alemão Janco Bystron. Ele é músico e veio à Bahia, especificamente a Salvador, em 2013, para estudar um pouco os sons da Bahia.

Neste texto, Janco bate um papo conosco sobre o período de adaptação de um estrangeiro no Brasil e do seu desejo de fazer parte da coletividade, como também dos medos e dos incômodos do dia a dia.

Leia também a crônica Rotina em Salvador, primeiro texto da série “Um estrangeiro no Brasil”, publicado aqui no Blog.

 

Estrangeiro no Brasil: Falar sobre o quê?

 

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Tema livre… hum…

Um professor meu que ensina improvisação musical disse uma vez que é na limitação que se encontra a verdadeira criatividade. O que, então, eu vou criar nesta liberdade dada pela nossa querida professora Sara?

Qualquer coisa serve?

Acho que não porque pelo menos não quero aborrecer meus colegas que ficam na obrigação de ler e comentar estas palavras.

OK! Vamos puxar uma conversa sobre as nossas convivências, aqui, em Salvador que talvez tenhamos em comum dentro desse nosso processo de adaptação na sociedade baiana.

Acredito que a maioria dos gringos queiram se adaptar e queiram fazer parte da coletividade, mas isso não é sempre tão fácil.

 

Incômodos e medos

Estrangeiros normalmente têm que lidar com alguns incômodos do cotidiano. Seja o perigo de ser atropelado por um carro por causa do jeito especial de conduzir de alguns motoristas brasileiros seja pelo medo latente e permanente de ser assaltado.

 

Burocracia na Polícia Federal

A burocracia também ocorre após a chegada. Um mistério. Isso, primeiramente, se coloca em evidência quando a gente, de repente, se encontra na obrigação de frequentar o aeroporto com uma certa regularidade para visitar os nossos amigos da polícia federal.

Eu falo amigos porque eles tratam a gente como amigo ou, pelo menos, como um conterrâneo porque falam em um português bem fluente e rápido explicando quais documentos ainda faltam para conseguir uma identidade.

O fluxo constante da fala gera um contraste bonito com a preocupação minuciosa na conformidade da ortografia em todos os documentos entregues. Caso diferencie em um formulário uma letra de um nome, por exemplo, pode gerar a necessidade de uma outra documentação mais complexa para resolver esse “problema”.

A parceria acaba na última viagem para o aeroporto no momento que a gente busca a identidade feita em Brasília. Aliás, feita com muito carinho e num tempo enorme para ser fabricada. Tanto tempo que a volta para o país de origem já é perto da validade da obra, ou seja o tempo despendido coincide com o prazo de validade da carteira.

 

Burocracia na Universidade

Também, a matrícula na UFBA – Universidade Federal da Bahia – se torna logo uma aula de pedagogia chocante.

Na “Assessoria para Assuntos Internacionais” a gente encontra novamente aquele fluxo luso lingual que nem sempre esclarece todos os detalhes da trajetória para a matrícula acadêmica.

Mas tudo bem, sempre tem amigos que ajudam. E também tem amigos estrangeiros que precisam de ajuda. Mas algumas perguntas desses amigos meus, que moram já um tempo aqui, não sei até hoje responder.

 

Perguntas sem respostas

perguntas sem respostas

Como funciona o sistema de transporte público?

Por que o ônibus param as vezes sim e as vezes não no ponto?

Por que a gente tem que pegar uma ficha antes de comprar uma coisa?

Por que a maioria das pessoas utilizam milhões de sacola de plastico ao fazer compras no supermercado?

Por que sempre tem fila?

Recomendo a leitura do post Fazendo compras no Brasil, escrito por um irlandês, ele escreve sobre o quanto é doloroso para ele, um estrangeiro irlandês, fazer compras no Brasil. O principal motivo? As filas.

Para que ter um monte de vendedores numa loja só?

Por que o Banco 24 horas funciona as vezes sim e as vezes não? Etc.

Neste momento, eu percebo que não faço mais estas perguntas ou pelo menos não me preocupo mais com as respostas. Isso significa que eu já atingi um certo nível de adaptação!

Isso é bom ou ruim? Não sei.

O que vocês acham?

Curta, comente, compartilhe.

 

Quer saber o que os alunos dessa turma de português comentaram sobre esse texto? Acesse o Blog Vivendo no Brasil para ler os comentários.

 

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